Coloproctologia

O que é e o que trata?

É uma especialidade médica e cirúrgica que estuda as doenças do intestino grosso, reto e ânus.

Quando procurar um coloproctologista:

Abscesso Anal

Imagem Abscesso Anal

O que é abscesso anal?

O abscesso anal, chamado por furúnculo, é uma complicação muitas vezes decorrente de um entupimento da glândula que está presente no canal anal ou até mesmo decorrente da depilação com cera ou gilete.

Quais são as causas do abcesso anal?

Infecção de pequenas glândulas existentes no canal anal.

Quais são os sintomas do abcesso anal?

O abscesso produz um quadro de sintomas relacionados à infecção. É comum a apresentação de dor (contínua e/ou latejante) associado a nodulação dura dolorosa que pode apresentar saída de secreção purulenta fétida de saída espontânea, que pode evoluir para: febre, calafrios, cansaço, prostração e inapetência.

Quais são os tratamentos para os abscessos anais?

Os abscessos podem comprometer o estado geral do indivíduo e seu tratamento mais indicado é a drenagem cirúrgica associado à antibioticoterapia. Em alguns casos o abscesso se rompe e drena espontaneamente.

Anuscopia

Imagem Anuscopia

O que é a anuscopia?

A Anuscopia é um exame realizado no consultório do coloproctologia para avaliar a região do canal anal, onde se encontram as fissuras, fistulas e hemorróidas.

É um procedimento rápido, indolor e que não requer preparo intestinal.

Cisto Pilonidal

Imagem Cisto Pilonidal

O que é o Cisto Pilonidal?

O cisto pilonidal é formado por uma bolsa revestida por células epiteliais, que contém pêlos, fragmentos de pele, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas em seu interior, variante do cisto dermoide, e aparece habitualmente na região terminal da coluna vertebral (região sacrococcigiana ou sacrococcígea), conhecida popularmente como cóccix, alguns centímetros acima do ânus.

Quais são as causas mais prováveis do cisto pilonidal?

  • Pêlos encravados: os fios se curvam e penetram novamente no folículo piloso, onde continuam crescendo, sendo tratados pelo organismo como corpos estranhos, o que resulta em um processo inflamatório.
  • Atrito e pressão na área sacrococcígea
  • Calor e transpiração: o suor acumulado no interior da pele pode resultar em um processo inflamatório. Dessa forma, obesidade, sedentarismo e falta de higiene são fatores que estimulam a ocorrência do cisto.
  • Foliculite: trata-se da inflamação do folículo capilar e pode se romper no tecido subcutâneo, formando-se assim um abscesso pilonidal.

Quais são os sintomas do cisto pilonidal?

Cistos pilonidais são os famosos pelos/furúnculos inflamados no “cofrinho”. É a inflamação de cistos próximo a divisão das nádegas, na região do cócix, que geralmente contém restos celulares e por muitas vezes contém pelos.

Quando o cisto torna-se um abscesso, surgem sinais típicos de processo inflamatório e infeccioso: dor, rubor, calor, edema e saída de secreção purulenta por um orifício que se abre na pele. Febre, náuseas e cansaço extremo são outros sintomas possíveis da doença pilonidal.

Como é feito o diagnóstico do Cisto Pilonidal?

O diagnóstico é clínico e pode ser realizado por um proctologista, dermatologista, clínico geral ou médico de emergência. Quem realiza a cirurgia é o cirurgião geral ou coloproctologista.

Como se trata o cisto pilonidal?

O tratamento pode incluir terapia com antibióticos, compressas quente. O cisto pode ser drenado ou submetido à excisão cirúrgica.

Condilomas e HPV

Imagem Condiloma e HPV

O que é condiloma e HPV?

Também conhecidos como verrugas anais, os condilomas são pequenas lesões com formato e aparência de verrugas que podem afetar a pele em torno do ânus, podendo surgir também no interior do canal anal. Outras regiões vizinhas também podem ser afetadas pelas lesões, principalmente a pele da área genital, períneo, nádegas e virilhas.

Quais são as causas do condiloma?

Condiloma é considerado uma doença sexualmente transmissível e o agente causador da doença é o Papiloma Vírus Humano, conhecido como HPV. Através do contato íntimo e direto pode haver transmissão da doença. Não é necessário haver penetração para o surgimento de lesões no ânus.

Quais são os sintomas do condiloma?

O sintoma mais comum é o prurido (coceira), podendo apresentar também sangramento e, mais raramente, dor. O mais provável é que o próprio paciente perceba as verrugas. Entretanto, algumas lesões são muito planas podendo passar despercebidas pelo paciente, este caso, é de grande importância o exame preventivo da região anal, a ser realizado sempre pelo coloproctologista.

Qual o tratamento ideal?

Um pequeno número de verrugas pode ser tratado com sucesso através de aplicação local de medicamentos, tais como o ácido tricloroacético, a podofilina. Quando são mais numerosas, geralmente é necessária uma intervenção cirúrgica como a eletrocoagulação sob anestesia. Lesões causadas pelo HPV, quando não tratadas, podem se espalhar ou crescer. Há sempre uma possibilidade de recidiva após o tratamento. Por isto é necessário um controle periódico, depois de realizado o tratamento.

Condiloma tem alguma ligação com câncer?

Sim. Existem subtipos do vírus que estão direta e claramente relacionados com a ocorrência de câncer na região anal.

Como prevenir o HPV?

O sexo seguro com uso de preservativos é a melhor prevenção para este problema. Se estiver em tratamento, procure se abster do sexo com o(a) parceiro(a) até que o tratamento esteja concluído. Por segurança, é aconselhável que o(a) parceiro(a) seja também avaliado.

As lesões por HPV não são exclusividade dos órgãos genitais. A região anorretal necessita de igual cuidado através de exames preventivos.

Constipação crônica

Imagem Constipação crônica

O bom funcionamento do intestino é fundamental para quem quer qualidade de vida.

Existem pessoas que ficam de 4 ou mais dias sem evacuar, gerando transtorno na hora da evacuação, muitas vezes algo que deveria ser tão natural, torna-se doloroso e motivo de sofrimento.

Além de uma dieta adequada e balanceada há formas medicamentosas que auxiliam e facilitam o bom funcionamento intestinal.

Diarréia

Imagem Diarréia

O que é Diarreia?

A diarreia se caracteriza pela perda da consistência, aumento do número e/ou volume das deposições, com ou sem a presença de produtos patológicos: muco, sangue ou gordura.

  • Diarreia aguda: é caracterizada por episódios diarreicos até 14 dias e dita diarreia persistente de 14 a 30 dias. A maioria dos casos são de origem infecciosa como bactérias, vírus e protozoários.
  • Diarreia crônica: persiste por cerca de três a quatro semanas e pode indicar desde a síndrome do intestino irritado até condições mais graves, como doença de Crohn e colites ulcerosas. A diarreia crônica é causada principalmente por doenças inflamatórias e disabsortivas.

Quais são as causas da diarreia?

  • infecção por vírus, bactérias ou outros parasitas que entram no organismo, causando gastroenterite – inflamação aguda que compromete os órgãos do sistema gastrointestinal.
  • intoxicação alimentar
  • alguns medicamentos, como antibióticos, laxantes que contenham magnésio e quimioterapia.
  • doença de Chron.
  • colites ulcerosas.
  • doença celíaca.
  • síndrome do intestino irritável.
  • intolerância à lactose.

Como se faz o diagnóstico de diarreia?

Além de realizar um exame físico e revisar seus medicamentos, seu médico pode solicitar testes para determinar o que está causando a sua diarreia. Eles incluem:

  • Exame de sangue
  • Exames de fezes como coprológico funcional: (ph-fecal, substâncias redutoras, sudam, leucócitos fecais)
  • Exames de fezes como coprocultura com parasitológico de fezes
  • Colonoscopia

Disfunções e/ou obstruções intestinais

Imagem Disfunções e/ou obstruções intestinais

Existem doenças que podem levar a disfunções e até mesmo obstruções intestinais, e que requerem atenção e muitas vezes tratamento clinico e/ou cirúrgico, tais como, pacientes com cirurgias prévias, paciente com endometriose profunda, paciente com diagnostico recente de doença inflamatória intestinal, porém que apresentam sintomas há anos, pacientes submetidos a radioterapia por neoplasia de próstata que evolui com retite actinica, entre outras doenças.

Doença diverticular dos cólons

Imagem Doença diverticular dos cólons

O que é doença diverticular?

Divertículos são pequenas saculações (pequenos sacos) que surgem na parede do intestino grosso podendo atingi-lo como um todo, principalmente o lado esquerdo em um segmento chamado sigmoide. Chamamos de “diverticulose” a simples presença dos divertículos no intestino grosso.

Qual é a causa da doença diverticular?

O seu aparecimento está relacionado à diminuição da ingestão de fibras na dieta e com a idade.

Quais são os sintomas da doença diverticular?

Pacientes portadores de diverticulose são assintomáticos. Uma pequena parcela destes apresenta algum sintoma, principalmente dor abdominal e mudança no hábito intestinal, passando a apresentar a “doença diverticular”.

Como se faz o diagnóstico da doença diverticular?

Os pacientes com sintomas devem ser investigados para confirmação do diagnóstico e identificação das complicações, sendo empregados exames laboratoriais (sangue, fezes e urina), exames radiológicos (clister opaco e tomografia computadorizada) e o exame endoscópico (colonoscopia).

Quais são as complicações da doença diverticular?

Com a progressão da doença alguns pacientes podem apresentar uma infecção nos divertículos chamada de “diverticulite”. A suspeita de um quadro de diverticulite ocorre quando o paciente apresenta febre, mal-estar geral, dor permanente no abdômen e parada do funcionamento intestinal, devendo então procurar atendimento médico imediato.

Qual é o tratamento da doença diverticular?

O tratamento da diverticulite é baseado na utilização de antibióticos. A grande maioria dos casos de diverticulite responde ao tratamento clínico em torno de sete a dez dias. O tratamento cirúrgico é reservado para os casos mais graves e nos casos de crises recorrentes.

Como prevenir a doença diverticular?

As complicações da doença diverticular podem ser evitadas por um estilo de vida saudável com exercícios regulares, dieta balanceada rica em fibras, ingestão farta de líquido e um hábito intestinal regular, evitando a constipação intestinal.

Doença inflamatória intestinal (doença de Crohn e retocolite ulcerativa)

Imagem Doença de Crohn

O que é doença de Crohn?

A doença de Crohn é uma enfermidade inflamatória que pode se manifestar em qualquer parte do tubo digestivo (desde a cavidade oral até a região anal) sendo mais comum na final do intestino delgado (íleo) e do intestino grosso (cólons).

Quais são as causas da doença e Crohn?

Sua causa ainda não está esclarecida. É uma doença como multifatorial, crônica.

  • fatores genéticos.
  • contato com antígenos (vírus e bactérias).
  • fatores ambientais (estilo de vida, tabagismo, hábitos alimentares).
  • fatores emocionais.

Quais são os sintomas?

Estomatites (inflamações na boca), diarreia, dor no abdômen, perda de peso e febre são características mais comuns. A inflamação do intestino delgado e do intestino grosso provoca diarreia com ou sem muco (secreção) e/ou sangue nas fezes. É comum apresentar distensões do abdome, dor do tipo cólica, com dificuldade para a eliminação de gases intestinais. Outros problemas podem surgir fora do tubo digestivo afetando a pele, articulações, olhos, fígado e vasos, conhecidos por manifestações extraintestinais.

Como se faz o diagnóstico?

A colonoscopia com biópsia e avaliação do íleo terminal é o melhor recurso para o diagnóstico da doença. O exame histopatológicodo material colhido na biópsia pode confirmar a suspeita. Os exames laboratoriais também são importantes no diagnóstico e controle da enfermidade.

Qual é o tratamento ideal?

O tratamento depende da forma de apresentação da doença e do grau de gravidade, é iniciado quase sempre com medicamentos. Alguns casos necessitam de intervenção cirúrgica para tratamento de complicações.

Os pacientes que evoluem com doença por mais de 10 anos possuem um maior risco de apresentar displasia e neoplasia intestinal.

Imagem Retocolite ulcerativa

O que é retocolite ulcerativa?

Trata-se de doença que acomete o intestino grosso (cólon e reto).

Caracteriza-se por inflamação da camada superficial do in

testino chamada de mucosa. É associada a um componente hereditário e imunológico importante. Afeta geralmente pessoas jovens, manifestando-se por diarreia com sangue vivo nas fezes.

Quais são os sintomas da retocolite ulcerativa?

Os pacientes apresentam diarreia crônica com sangue, sendo comum a anemia, frequentemente sem febre. A colite ulcerativa também cursa com manifestações em outros órgãos como os olhos, as articulações, a pele, as vias biliares e o fígado.

Qual é o tratamento clínico?

O tratamento em princípio é clínico, por longo período ou por toda a vida.

Esôfago de Barret

Imagem Esôfago de Barret

O que é esôfago de Barrett?

O esôfago de Barrett é uma condição em que há uma metaplasia (mudança anormal) de células da porção inferior do esôfago, causada pela exposição prolongada ao conteúdo ácido proveniente do estômago. Ele é duas vezes mais frequente em homens que em mulheres e tem uma incidência aumentada em alcoólatras e tabagistas. O esôfago de Barrett é considerado uma lesão pré-maligna porque pode evoluir para um adenocarcinoma (tumor maligno).

Quais são os principais sinais e sintomas do esôfago de Barrett?

Os principais sinais e sintomas do esôfago de Barrett são muito parecidos aos dos pacientes com doença do refluxo gastroesofágico. Podem ocorrer também sintomas atípicos, dispépticos, dor em queimação e azia noturna.

Como o médico diagnostica o esôfago de Barrett?

As alterações celulares próprias do esôfago de Barrett são bastante visíveis na endoscopia digestiva alta. Elas aparecem como lesões de "cor salmão" ou "cor vermelho-róseo”. Durante a endoscopia, o médico pode recolher amostras de tecido para biópsia. A biópsia da área afetada geralmente mostrará células gástricas ou intestinais ou uma mistura de ambos os tipos. As transformações em células intestinais confere à lesão um risco maior de malignidade.

Como o médico trata o esôfago de Barrett?

Não existem tratamentos que façam o esôfago de Barrett regredir. No entanto, um acompanhamento deve ser realizado para o conhecimento da progressão da doença e para prevenir possíveis complicações. Os tratamentos atuais buscam tratar a doença do refluxo gastroesofágico para, assim, diminuir a progressão da doença.

Em alguns casos específicos pode ser aconselhável a realização de uma cirurgia que fortaleça o esfíncter inferior do esôfago que fica na entrada no estômago.

Quais são os cuidados que devem ser observados com o esôfago de Barrett?

A maioria dos pacientes com esôfago de Barrett não irá desenvolver câncer de esôfago, mas essa possibilidade existe e o esôfago de Barrett aumenta as chances de se ter câncer do esôfago.

Fissura anal – tratamento clínico e cirúrgico

Imagem Fissuras anais

O que é fissura anal?

A fissura anal é uma pequena úlcera linear, um corte ou ruptura do revestimento do canal anal.

Quais são as causas da fissura anal?

  • trauma do canal anal
  • hipertonia do esfíncter do ânus
  • pós-operatório de cirurgias da região anal (hemorróidas, fístulas, etc)
  • retocolite ulcerativa
  • doença de Crohn
  • tuberculose
  • doenças sexualmente transmissíveis (sífilis, herpes, linfogranuloma venéreo, cancro mole, Aids, citomegalovirose, etc)
  • câncer de canal anal.

Quais são os sintomas da fissura anal?

O doente refere dor na região anal, latejante que queima, durante e após as evacuações, acompanhado de sangramento que pode ser visível no vaso sanitário.

Qual é o tratamento ideal?

O tratamento é individualizado de acordo com o tipo de fissura que o paciente tem, tratamento pode ser clinico ou cirúrgico dependendo do caso.

Fístulas perianais

Imagem Fístulas perianais

O que é fístula anal?

A fístula comunica a região interna do canal anal ou reto até a pele da região externa do períneo ou nádegas.

Quais são as causas da Fistula anal?

A fístula anal ocorre frequentemente como resultado de um abscesso que se formou nesta região. A secreção purulenta contida dentro do abscesso é eliminada, dando lugar à formação de uma fístula anal.

Quais são os tratamentos mais comuns para a fístula anal?

Fístulas são tratadas, na maioria das vezes, através de cirurgia programada.

Hemorróidas

Imagem Hemorróidas

O que são hemorroidas?

Hemorroidas são veias dilatadas na região anal que manifestam sintomas e por isto é melhor referir como doença hemorroidária. Existem dois tipos de hemorroidas: internas e externas, de acordo com a posição.

O que causa hemorroidas?

  • defecação difícil constipação;
  • Esforço evacuatório;
  • uso crônico de laxativos;
  • longos períodos sentados no banheiro;
  • gravidez;
  • rotinas profissionais ou esportivas, podem ainda aumentar mais esta pressão dentro dos vasos, o que as leva a dilatar;
  • hereditariedade (herança genética) também é reconhecida como um fator importante para o desenvolvimento de hemorroidas.

Quais são os Sintomas?

Os sintomas mais comuns ocorrem durante a defecação: dor, sangramento, prolapso e prurido. Algumas vezes, o prolapso é redutível (volta sozinho para dentro após a evacuação). Outras vezes é necessário empurrá-las para dentro. O sangramento geralmente é vermelho vivo.

Hemorroidas podem causar câncer?

Não. Esta correlação entre hemorroidas e câncer não existe.

Tratamentos mais comuns

Sintomas leves normalmente são tratados através da correção dos hábitos alimentares, aumentando ingestão de água e de fibras. São boas fontes de fibras os cereais, os alimentos integrais, as frutas e os vegetais. Diminuir o esforço para evacuar é muito importante para não piorar o problema. Nos casos em que as medidas clínicas não resultam em um bom controle dos sintomas, pode ser necessário um tratamento definitivo através de procedimentos, que vão desde a ligadura elástica até a cirurgia propriamente dita.

Hipotonia anal (perda de gazes e/ou fezes espontâneos)

Imagem Hipotonia anal

O que é?

A hipotonia anal é quando a musculatura da região perianal apresenta algum grau de “frouxidão”, é muito comum em mulher multíparas, ou mulheres que fizeram epsiotomia durante o trabalho de parto, senhoras mais idosas que muitas vezes vem com queixa não só de dificuldade de conter os gazes, mas também de perda de urina ao tossir ou ao se esforçar. A incontinência fecal é uma consequência da hipotonia anal quando ela se apresenta de forma mais severa, incapacitando o indivíduo de controlar a eliminação, pelo ânus, de gases ou fezes de consistência líquida, pastosa ou sólida até o momento desejado.

Quais são as causas?

  • defeitos da musculatura do períneo causados pelo parto vaginal, os traumas, ou as condições associadas a cirurgias anorretais
  • alterações neurológicas mesmo com a musculatura intacto ou de alterações sistêmicas como o diabetes
  • proctites (inflamação da mucosa retal) causa sensação de urgência e aumento na frequência das evacuações
  • retocele volumosa ou megarreto as fezes endurecidas em grande quantidade se acumulam no reto causando um tipo de incontinência dita por transbordamento
  • prolapso retal
  • síndrome do intestino irritável
  • alterações metabólicas como hipertireoidismo ou diabetes
  • as cirurgias que diminuem o comprimento intestinal ou do reto ou, ainda, as cirurgias que aceleram o trânsito intestinal, como a extração da vesícula biliar
  • medicamentos também podem causar aumento da velocidade do trânsito intestinal e culminar em incontinência. São exemplo os hipoglicemiantes (usados no tratamento de diabetes) e as medicações antidepressivas. O uso indiscriminado de laxativos é outra causa potencial de incontinência
  • Tratamento

    O tratamento nem sempre está baseado em procedimentos cirúrgicos. Em caso com indicação de tratamento cirúrgico, o cirurgião coloproctologista avaliará e definirá a melhor estratégia ou abordagem.

    Prolapso retal

    Imagem Prolapso retal

    O que é prolapso retal?

    Esta doença se caracteriza pela exteriorização do reto através do orifício anal. Pode ser um prolapso completo ou parcial. No último caso, apenas a camada mucosa (a mais superficial) se faz notar.

    O que causa o prolapso?

    • Diminuição da força dos esfincteres anais.
    • Alteração da anatomia da pelve por cirurgia, parto ou trauma.
    • Constipação intestinal severa e prolongada.
    • Perda de peso acentuada.

    Como se faz o diagnóstico?

    O diagnóstico deste problema se faz através do exame proctológico, quando é possível notar a saída do reto, ou de parte dele, através da fenda anal.

    Qual o tratamento ideal?

    Na criança, em boa parte dos casos, a cura é espontânea.

    No adulto o tratamento sempre requer algum tipo de intervenção. No prolapso parcial, cirurgias anorretais mais simples podem resolver bem o problema. No prolapso completo, intervenções um pouco mais complexas que podem ser realizadas por via perineal ou por via abdominal.

    A recidiva do problema pode ocorrer, principalmente se houver esforço exagerado para evacuar, típico em que tem prisão de ventre, não for controlado.

    Síndrome do intestino irritável

    Imagem Síndrome do intestino irritável

    A síndrome do intestino irritável é uma doença crônica que afeta os colons, geralmente associados a sintomas como gazes, diarreia, dor abdominal, também pode estar associado a constipação. É uma doença que requer tratamento de longo prazo.

    Tumores benignos do intestino e do reto (Pólipos Intestinais)

    Imagem Tumores benignos e malignos do intestino e reto

    Tumores benignos

    Os tumores benignos são os pólipos intestinais. Eles ocorrem quando existe um crescimento anormal da mucosa do intestino grosso (cólon e reto).

    Inicialmente são diminutos e benignos (adenoma), podendo crescer até sofrerem transformação maligna (adenocarcinoma). Por este motivo é tão importante a remoção dos pólipos, com a finalidade de prevenir o câncer.

    Quais são os sintomas?

    Podem provocar sangramento, saída de muco com as fezes, alterações no funcionamento do intestino e, em casos raros, dores abdominais.

    Os pólipos precisam ser tratados?

    Todos os pólipos encontrados no exame endoscópico devem ser totalmente removidos e enviados para análise do médico patologista (exame histopatológico). A imensa maioria dos pólipos é removida através da colonoscopia.

    Os pólipos voltam?

    Uma vez que o pólipo é removido totalmente, sua recorrência (reaparecimento) não é comum, mas pode acontecer. Também podem surgir novos pólipos em locais diferentes. Por esse motivo, o acompanhamento periódico deve ser realizado, com a ajuda de médicos especialistas.

    Tumores malignos do intestino e do reto

    Imagem Tumores benignos e malignos do intestino e reto

    Tumores malignos

    São a evolução dos tumores benignos.

    Geralmente acometem com sintomas como: distensão abdominal, perda de peso, dificuldade de evacuar, sangramento anal, ou uma anemia sem causa aparente. Pessoas com tais sintomas procuram um especialista que faz uma série de exames e diagnosticam a doença.

    A palavra câncer assusta, mas se feito um rastreamento e um tratamento adequado o paciente consegue ser operado ou submetido a terapia com quimioterápicos com resolução total do câncer.

    Dra. Aline Kusumoto

    crm-sp: 155.052

    Gastroenterologista, cirurgiã do Aparelho digestivo e coloproctologista

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